Aprendizagem baseada em jogos ou Game-Based Learning
- Weider A. C. Santos

- 25 de set. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de dez. de 2018
Vamos para mais uma experiência na disciplina "Recursos Educacionais Digitais" do Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Alagoas.
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Sem dúvida, os processos e percepções que existem na experiência do "jogar" são intrigantes e desperta, na história recente, centros de pesquisa de todo o mundo em se apropriar dessa tecnologia para fins da alta indústria, mas também como elemento partícipe dos processos de ensino e aprendizagem na escola. Tendo por foco o "jogar" no contexto educativo, considerado aqui a partir da construção teórica de Aprendizagem Baseada em Jogos Digitais (ABJD).
De maneira simples, a temática pode ser traduzida pela união entre um conteúdo educacional e jogos de computador. Mais a frente, Prensky (2012) complementa que qualquer jogo para o processo de ensino e aprendizagem em um computador ou on-line pode ser considerado como ABJD.
Muito embora a perspectiva construída por Prensky (2012) descenda de objetivos ligados ao governo e às empresas, trazendo também aplicações na educação básica e ensino superior, o autor defende a abordagem e aplicação da ABJD por proporcionar envolvimento, interatividade, interação e união dos contextos (game e aprendizagem). Por "trás" do jogo em contexto educativo precisa estar o objetivo da aprendizagem, jogar por jogar pode gerar engajamento, mas não aprendizagem, necessariamente.
A ideia principal, na dinâmica de um jogo, do ciclo que a ABJD desenvolve intrinsicamente é: iniciar > persistir > ter êxito, ou seja, experiência (treino), estratégia e controle (resolução de problemas) e lutam (desenvolvimento) para vencer.

Para Mattar (2010), em um mundo que a maioria das pessoas é multimodal, aprendizagem não precisa ser refém de padrões ou padrão. É preciso criar estratégias que possibilitem atingir diferentes estilos de aprendizagem de todos os aprendizes, atendendo às necessidades diversas dos diferentes indivíduos.
Integrada a ideia dos novos estilos de aprendizagem (perfis de aprendizes) está o elemento cultural, a linguagem dos jovens de hoje, como se relacionam com computadores, videogames e Internet. Para quem ensinamos? São, em geral, jovens que aprendem desde múltiplos estímulos, de pensamento não-linear, com mentes hipertextuais. E repensar a escola face a realidade cultural é um dos caminhos. "Inovar" nesse contexto requer integração, a fim de não tornar o recurso em uma mera espetacularização.
Material de apoio: 3 maneiras de usar aprendizagem baseada em jogos (Edutopia).
https://www.edutopia.org/article/3-ways-use-game-based-learning-matthew-farber
Referências:
PRENSKY, M. Aprendizagem baseada em jogos digitais: por que e como ela funciona. In: Aprendizagem baseada em jogos digitais. São Paulo: Senac, p. 207-250, 2012.
MATTAR, João. Games em educação: como os nativos digitais aprendem. São Paulo: Pearson, 2010.





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